Reconheço que pior do que magoar uma pessoa é deixá-la ir embora magoada. O problema é que isso sempre acontece. Não adianta pedir desculpas e continuar fazendo. Já sei que depois a mágoa acaba virando ódio. É uma das formas mais comuns de convencer-se que superou.
Quando éramos criança, tínhamos o instinto inexplicável de superação. Mesmo com medo do escuro, apagávamos a luz; mesmo com medo de cair, descíamos do escorregador. Todas as lágrimas eram de pura inocência. Hoje o sofrimento e o choro provêm da dor e da infelicidade de alguma palavra que toca nosso ponto fraco ou atitude que acaba nos atingindo como a mais afiada faca cravada no peito.
Perdoar é um dos mais difíceis atos. Precisa, além de tudo, ser algo sincero. Só somos capazes de perdoar quando finalmente conseguimos tirar a faca do peito. Mas isso não quer dizer que as coisas voltam a ser como eram antes, por exemplo.
Perdoar não significa esquecer, significa superar.
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